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Artigo revista Keramica
6 Fevereiro, 2021  - 
Arquitectura Notícias

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Artigo transcrito da revista Keramica

A Sabrab é uma empresa de arquitetura, design de interiores e engenharia com 14 anos de existência. O nosso foco tem sido a criação de projetos diferenciadores, onde existe um respeito pela natureza e um aproveitamento da luz solar, onde o principal desafio é a criação de espaços para viver, em harmonia com a individualidade de cada pessoa ou empresa.

 

Trabalhámos em vários projetos de relevo, como a reabilitação do Forte da Graça, em Elvas, no Alentejo, e do Elevador de Santa Justa, em Lisboa, tendo executado mais de 200 projetos desde a sua fundação.

 

Quando projetamos um espaço, o primeiro passo é perceber a envolvente, efetuar a divisão do espaço, de acordo com o masterplan do cliente, e aproveitando ao máximo a luz natural, chegamos a um resultado. O segundo passo é a criação de um mood board onde escolhemos os materiais e as texturas adequadas ao espaço, e suas divisões. São estes passos que levam a um resultado ponderado, em consonância, forma e intensidade.

 

O processo de construção é um dos fatores preponderantes, que levaram a que a Sabrab fosse diferenciadora, devido a que o processo de construção é acompanhado por um dos projetistas, semanalmente, e em fase de pormenor diariamente, levando, a que o que desenhamos, seja correspondido na realidade, desde a junta do material cerâmico, à sua disposição e alinhamentos.

 

Com a construção finalizada e a sua respetiva decoração, vem outro passo importantíssimo para a apresentação do resultado em redes sociais, imprensa, que é a fotografia. Um fotógrafo de arquitetura, que perceba o projeto, transmite nas suas imagens o que imaginámos desde a primeira fase de projeto, e aí, após todas estas fases, estamos prontos para mostrar o nosso trabalho ao Mundo.

 

Após todo este processo, existem projetos que são especiais, e esses tentamos divulgar os mesmos, inscrevendo em concursos de arquitetura internacionais. Escolhemos sempre os concursos de arquitetura e design com mais relevo no panorama do Design Internacional, pois criam um visibilidade e credibilidade do nosso trabalho, no nosso mercado interno, e uma projeção para o externo.

 

Este ano tivemos o privilégio de receber um Muse Gold Award, do IAA de Nova Iorque e o Iconic Award do German Design Council. No total, já contamos com cinco prémios internacionais no espaço de dois anos, o que nos motiva a continuar esta linha de design.

 

Para continuar esta abordagem de design, apesar de uma nova tendência de utilização de novos materiais nos revestimentos, nomeadamente em pavimentos e paredes, temos por princípio, em grande parte dos nossos projetos, procurar manter a utilização de materiais nacionais, sendo um dos escolhidos a cerâmica portuguesa.

 

A utilização de cerâmica nos nossos projetos não se esgota na aplicação em soluções de revestimento de pavimentos e paredes, assim como na utilização de equipamento sanitário de produção nacional.

 

É também frequente nos nossos projetos de decoração interior pontuar os espaços com peças de design nacional elaboradas em cerâmica portuguesa, que permitem criar uma forte simbiose com o espaço onde se integram.

 

As cerâmicas portuguesas que escolhemos, têm verificado uma evolução de qualidade de fabricação surpreendente ao longo dos anos, o que tem vindo a permitir a utilização de peças de maiores dimensões, tonalidades, e padrões distintos, levando a criação de projetos com irreverência, cujo conforto provoca um despertar de sensações quando se entra nos espaços projetados.

 

Um dos nossos últimos projetos, a Clínica Santa Madalena Cascais, que foi galardoado com o Iconic Award do German Design Council, teve como base nos revestimentos de pavimentos uma solução de material cerâmico, tendo a escolha recaído por uma opção da “Margrés, com a série Prestige CALACATTA” em todas as áreas de acesso ao público, assim como nas áreas de serviço de front office.

Este projeto de interiores que se desenvolveu num edifício já construído, transformou toda a área interior que se desenvolve por três pisos com cerca de 1250m2 de área de construção.

O enquadramento para a serra de Sintra foi um dos pressupostos na distribuição do layout permitindo que as áreas de espera se tornassem também em espaços de contemplação visual.

O layout dos espaços interiores da Clínica partiu do máximo aproveitamento de luz natural para as áreas de trabalho reduzindo assim a pegada ambiental no edifício.

A clínica apresenta um conjunto de especialidades dentárias, separadas por alas específicas, num total de dezoito gabinetes.

No que diz respeito à materialidade do espaço, o conceito passou pela colocação de painéis de vidro em áreas especificas, nomeadamente áreas de atendimento e área de Odontopediatria que permitem a passagem de luz natural para a quase totalidade destas alas da Clínica.

A abundante luz natural que entre pelo espaço combinada com a aplicação de uma solução de pavimento cerâmico com brilho permitiu que a distribuição de luz natural ocorresse de forma natural transmitindo uma sensação de tranquilidade e calma que um paciente necessita enquanto espera pelo seu tratamento.

Pretendeu-se neste projeto um equilíbrio visual no que diz respeito aos materiais e cores, razão pala qual o branco e o cinzento marcam todo espaço.

Optou-se pela existência de apenas duas soluções de pavimentos, nas áreas clínicas vinil cinzento que carateriza a imagem da Clínica nos últimos a anos e um pavimento cerâmico já referido com base branca com marmoreado em tons de cinzento nas restantes áreas da Clínica.

Nos tecos para além das áreas brancas que preenchem o espaço, surgem outras com betão aparente pintado de cinzento nos três corredores clínicos e nas salas de espera.

Nos corredores toda a iluminação é efetuada com linhas LED verticais nas paredes que confere a estes corredores uma escala distinta do resto da clínica e as salas de espera são pontuadas nos tetos de betão com iluminação suspensa.

Os desafios que temos para 2021, será a criação de projetos, onde utilizaremos a cerâmica, como revestimento, e também como peças decorativas, criando formas orgânicas em paredes, com relevo, estando já em elaboração, um projeto de turismo de habitação, onde será utilizado diversos materiais portugueses, com os pontos atrás descritos, tendo como principal objetivo mostrar a excelência da cerâmica portuguesa.

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